Um menino fugindo devagar
Ofereço o ombro e uma prece para meu pai,
este menino que agora vejo partindo.
Foi longo e inquieto o leito do tempo,
mas agora é tudo tão breve
e as lembranças são como vento
escorrendo entre os juncos.
Os olhos são tristes. A voz rouca balbucia um lamento,
a tosse é uma queixa disfarçada.
De barro, o arco das pernas e uma fuga sem pressa,
cerzida nas longas noites sem sono.
Meu pai é um velho menino e está partindo para a paz
que ele inventou para si mesmo.
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